Ouça um bom conselho: otário é quem não chora!
Frequentemente tenho chorado na frente de estranhos em noites de boemia. Bastam-me o arroubo, o gatilho e a embriaguez para que eu me desmanche lírico na vazante. Desde já peço aos amigos mais íntimos que não se aflijam com a minha condição mental. Estou plenamente são como um isqueiro barato consciente do seu fim; e tenho sido sincero comigo mesmo como uma rocha acumulando lições com as porradas do mar. A questão imperativa aqui é que, graças à minha nova terapeuta, tenho me tornado cada vez mais afeito às extravagâncias do meu ego e fatalmente entregue aos ímpetos da minha frágil natureza sem nenhum constrangimento. Choro mesmo. Na cara dura. Atento ou distraído. Diante de deus ou do diabo. Tão à flor da pele que qualquer beijo de comédia romântica da Netflix me faz transbordar. Aos adep...
