Taylor Swift encontra Lupicínio: Clara Madeira em flashes
Felipe Costa Cruz
Salão da Academia Ludovicense de Letras, 2026. O frio é rançoso no auditório. Alguns poetas e muitas pessoas que escrevem poesia aguardam, num semissilêncio murmurante. A jovem de cabelo leonino e olhar lânguido sobe no palco decidida, alinha o violão na perna direita e ataca o si menor com sétima. Precisão e Controle. Canta: Nunca/Nem que o mundo caia sobre mim/Nem se Deus mandar, nem mesmo assim/As pazes contigo eu farei. Desse momento em diante, nada se ouve além da voz e do violão de Clara Madeira. Mais tarde, após o show, quinze daqueles escritores da plateia escreverão alguns dos seus melhores poemas.
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Da arquibancada do Engenhão, podia-se ver uma criatura minúscula no palco gigantesco, vestida de dourado. Sua pantomima é projetada em telões monumentais. M...












