Envie conteúdo para laricamagazine@gmail.com

Cinema

Cyberpunk distópico, curta paraibano “Extinção” faz dois importantes alertas
Cinema

Cyberpunk distópico, curta paraibano “Extinção” faz dois importantes alertas

Em meio a uma densa cortina de poeira tóxica surge a hacker Gina (Norma Góes) caída ao chão, exausta, mas saboreando o estado de catarse de quem superou os medos para cumprir a maior missão da sua vida. Em seguida o noticiário avisa que foi identificada a mulher suspeita de implantar uma bomba “no maior empreendimento espacial já criado pelo homem”. Essa é uma das sequências do curta-metragem paraibano “Extinção”, dos diretores Eriko Renan e Maycon Carvalho, que vai percorrer festivais de cinema independente pelo Brasil. Nesse momento do filme me dei conta de que na vida real a humanidade está presenciando a segunda corrida espacial da sua história, mas com personagens e perspectivas um pouco mais surpreendentes, intrigantes e assustadoras do que na primeira. Agora o espaço não está sen...
“Extinção” aborda crise climática em distopia no Sertão da Paraíba
Cinema

“Extinção” aborda crise climática em distopia no Sertão da Paraíba

Quem se compromete a produzir cinema independente no Brasil tem consciência do tamanho do desafio que vai encontrar pela frente. E quem opta pela ficção científica, gênero ainda pouco explorado pelos cineastas brasileiros, elevou ainda mais o nível de ousadia. Embora a gente já tenha percebido que as produções brasileiras de ficção científica estão crescendo (e temos que reconhecer que parte disso é graças ao advento das empresas de streaming), esse gênero ainda está engatinhando no país, se comparado a outros. E se a ficção científica for produzida no Sertão nordestino, essa gente já merece um Oscar. Estamos falando de uma equipe de apaixonados pelo audiovisual na Paraíba que está produzindo a primeira ficção científica distópica cyberpunk do Sertão do estado. Com direção de Eriko Rena...
Pearl e Maxine, novas ícones do terror na franquia de Ti West
Cinema

Pearl e Maxine, novas ícones do terror na franquia de Ti West

Um grupo de jovens, acompanhado de um tutor experiente, chega a uma propriedade rural bucólica e sombria para curtir um fim de semana regado a sexo e drogas, quando de repente começa uma chacina inescapável. Essa não é exatamente a premissa do enredo de "X – A Marca da Morte" (2022), mas é a premissa que marcou o gênero de horror slasher no começo dos anos 1980, sobretudo na franquia "Sexta-Feira 13", e de lá pra cá já foi utilizada quase à exaustão, com uma ou outra variação de cenário e trama. Contudo, em "X – A Marca da Morte", o diretor e roteirista Ti West prova que essa quase exaustão foi um cuidado meu necessário. Ao ver "X", tive a impressão que essa premissa clássica oitentista está no roteiro de West como tributo. Assim, o diretor embarca em uma das ondas cinematográficas do mome...
“Wolf” utiliza a disforia de espécie como gatilho para transcendermos
Cinema

“Wolf” utiliza a disforia de espécie como gatilho para transcendermos

Em algum momento você já deve ter lido ou ouvido falar que somos produtos do meio em que vivemos, ou seja, o convívio em sociedade nos molda e orienta a nossa percepção do que, em tese, nós somos e de como devemos nos comportar. Seria uma espécie de “teoria do Tarzan”: se você for criado por macacos em uma ‘sociedade’ de macacos, acreditará que é um macaco e viverá como tal. Acontece que esse pensamento ignora certas transcendências que permeiam nossa vida e com as quais estamos lidando cada vez mais naturalmente. Por exemplo: transcender a estrutura biológica para além da definição binária de sexos, como é o caso das pessoas transgênero, desafia certas premissas sociais. Uma pessoa transgênero, cedo ou tarde, transcenderá para além do corpo em que nasceu, não importa em que contexto socia...