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Tag: Cinema

“Quando The Last of Us deu visibilidade à pobreza menstrual”, por Luana Cabral
Sociedade

“Quando The Last of Us deu visibilidade à pobreza menstrual”, por Luana Cabral

The Last of Us, série apontada por muitos como melhor adaptação de um jogo de vídeo game para a televisão, tem se destacado por dar tempo de tela a fatores mais humanos que o de costume dentro de uma obra de ficção pós-apocalíptica. Dentre muitas das pautas tidas como tabus ou impopulares para os homens geeks de plantão, a mais nova queridinha da HBO Max, em seu 6º episódio, de nome “Parentesco”, aborda, de forma espontânea, o primeiro contato da protagonista Ellie (Bella Ramsey) com um coletor menstrual, dispositivo de silicone que, mesmo causando questionamentos e estranheza nos dias atuais, foi inventado há mais de 80 anos, é reutilizável, possui benefícios cientificamente comprovados e dispensa o uso de absorventes e OB’s – engenhosidade fundamental para quem está lidando com o fim do ...
“Extinção” aborda crise climática em distopia no Sertão da Paraíba
Cinema

“Extinção” aborda crise climática em distopia no Sertão da Paraíba

Quem se compromete a produzir cinema independente no Brasil tem consciência do tamanho do desafio que vai encontrar pela frente. E quem opta pela ficção científica, gênero ainda pouco explorado pelos cineastas brasileiros, elevou ainda mais o nível de ousadia. Embora a gente já tenha percebido que as produções brasileiras de ficção científica estão crescendo (e temos que reconhecer que parte disso é graças ao advento das empresas de streaming), esse gênero ainda está engatinhando no país, se comparado a outros. E se a ficção científica for produzida no Sertão nordestino, essa gente já merece um Oscar. Estamos falando de uma equipe de apaixonados pelo audiovisual na Paraíba que está produzindo a primeira ficção científica distópica cyberpunk do Sertão do estado. Com direção de Eriko Rena...
Pearl e Maxine, novas ícones do terror na franquia de Ti West
Cinema

Pearl e Maxine, novas ícones do terror na franquia de Ti West

Um grupo de jovens, acompanhado de um tutor experiente, chega a uma propriedade rural bucólica e sombria para curtir um fim de semana regado a sexo e drogas, quando de repente começa uma chacina inescapável. Essa não é exatamente a premissa do enredo de "X – A Marca da Morte" (2022), mas é a premissa que marcou o gênero de horror slasher no começo dos anos 1980, sobretudo na franquia "Sexta-Feira 13", e de lá pra cá já foi utilizada quase à exaustão, com uma ou outra variação de cenário e trama. Contudo, em "X – A Marca da Morte", o diretor e roteirista Ti West prova que essa quase exaustão foi um cuidado meu necessário. Ao ver "X", tive a impressão que essa premissa clássica oitentista está no roteiro de West como tributo. Assim, o diretor embarca em uma das ondas cinematográficas do mome...