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Autor: laricamagazine

Redator por profissão, cartunista por afronta e poeta por insistência. Nasceu em Cajazeiras, na Paraíba, e cresceu em São Luís do Maranhão. Passou por Pernambuco antes de se fixar em João Pessoa. Mas nunca se sabe até quando. Fundou a Larica Magazine em 2019.
Taylor Swift encontra Lupicínio: Clara Madeira em flashes
Música

Taylor Swift encontra Lupicínio: Clara Madeira em flashes

Felipe Costa Cruz Salão da Academia Ludovicense de Letras, 2026. O frio é rançoso no auditório. Alguns poetas e muitas pessoas que escrevem poesia aguardam, num semissilêncio murmurante. A jovem de cabelo leonino e olhar lânguido sobe no palco decidida, alinha o violão na perna direita e ataca o si menor com sétima. Precisão e Controle. Canta: Nunca/Nem que o mundo caia sobre mim/Nem se Deus mandar, nem mesmo assim/As pazes contigo eu farei. Desse momento em diante, nada se ouve além da voz e do violão de Clara Madeira. Mais tarde, após o show, quinze daqueles escritores da plateia escreverão alguns dos seus melhores poemas. * Da arquibancada do Engenhão, podia-se ver uma criatura minúscula no palco gigantesco, vestida de dourado. Sua pantomima é projetada em telões monumentais. M...
Grupo de artistas de São Luís lança fanzine para circular arte fora da ‘lógica algorítmica’
Sociedade, Vídeos

Grupo de artistas de São Luís lança fanzine para circular arte fora da ‘lógica algorítmica’

O desassossego perante uma sociedade cada vez mais algorítmica e menos tátil, especialmente nas artes e nas culturas, motivou um grupo de artistas de São Luís a produzir um fanzine que - tamanho não é documento! - tem potencial para sacudir certas estruturas da capital maranhense sem receio de ferir egos e, principalmente, sem ter que depender apenas das estratégias "adoecedoras" de engajamento das redes sociais. Segundo o escritor e compositor Felipe Costa Cruz, editor do projeto, o Jirau nasceu do "extinto de sobrevivência" de quem se nega a se "diminuir para caber nas redes" e a "negociar propostas estéticas para satisfazer demandas algorítmicas". No editorial da Edição Zero, o recado é claro e direto: "Nosso assalto é tríplice: crítica cultural - arte - política. Crítica, palavra tabu ...
Os cinco discos mais marcantes na trajetória de Felipe Cazaux
Música

Os cinco discos mais marcantes na trajetória de Felipe Cazaux

Guitarrista extraordinário e dono de uma poderosa voz, Felipe Cazaux é um dos grandes bluesmen do Brasil e também lidera uma das melhores bandas de rock ‘n roll surgidas nos últimos anos, a Mad Monkees. Em carreira solo ele já tem três discos: Help the Dog! (2007), Good Days Have Come (2010) e Never Go Down (2013). Nesse meio termo, em 2017 a Mad Monkees lançou seu primeiro álbum de estúdio, homônimo, e em 2019 disponibilizou nas plataformas a íntegra da apresentação ao vivo no Estúdio Show Livre. A carreira desse cearense é atravessada por grandes parcerias, como Don L; Marcelo 2Hum; De Blues em Quando; Emmily Barreto, da Far From Alaska, entre outros e outras. Felipe Cazaux - Crédito: reprodução/redes sociais Cazaux não para. Praticamente todas as noites está tocando em algum l...
“Três momentos até me encantar com a obra de Caio Fernando Abreu”, por Dorgival Fernandes
Literatura

“Três momentos até me encantar com a obra de Caio Fernando Abreu”, por Dorgival Fernandes

Caio Fernando Abreu é hoje um pop star da internet. Frases suas, tiradas de contexto, e frases não suas, mas atribuídas a ele, desfilam com força e glamour pelas redes sociais, atribuindo-lhe um tom de escritor de autoajuda, coisa que ele nunca foi e nem fez, ferindo-se assim a sua memória e o seu legado literário. Tive três momentos aproximais até me encontrar, de fato, com a obra de Caio. O primeiro momento foi imperceptível e na mediação, ao ler o livro de Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho. Caio foi o revisor desse livro e há quem diga que tal revisão foi uma reescrita do livro. Damos tão pouco crédito e atenção a revisores! O segundo foi uma entrevista de Caio ao Jô Soares e foi marcado por tremenda identificação, fascínio e amedrontamento: ele tinha AIDS e eu tinha pavor del...
Rock in Rio do Peixe retorna com programação plural e oito bandas
Música

Rock in Rio do Peixe retorna com programação plural e oito bandas

Com 12 edições consecutivas desde 2012 (em 2019 foram duas no mesmo ano), o festival Rock in Rio do Peixe, em Sousa, no Sertão da Paraíba, é o mais longevo em atividade na região do Rio do Peixe, que abrange em torno de dez municípios. Mais antigo que ele no Alto Sertão paraibano somente o Cajá Rock, na cidade de Cajazeiras, que em 2023 chegará à 23ª edição. Após dois anos fazendo em formato de live devido à pandemia, a 12ª edição volta às praças e palcos públicos com uma programação diversificada que não se resume apenas às bandas. Esse ano tem também o retorno do Cine Rock in Rio do Peixe, com exibição gratuita de documentários no cinema municipal. Com o objetivo de promover uma programação mais plural, o evento passou a se chamar Festival Rock in Rio do Peixe de Artes Integradas. ...
Descobri feridas que ainda sangram na minha mãe ao entrevistá-la
Sociedade

Descobri feridas que ainda sangram na minha mãe ao entrevistá-la

Cinco dias antes ela já tinha avisado numa postagem no Facebook: “Não quero nem presente nem parabéns pelo dia das mães, porque eu não sou mãe só uma vez por ano”. Então pensei numa experiência inédita para nós dois. Hoje, “dia das mães”, fui até a casa dela, levei um vinho tinto e disse: “Mãe, senta aqui, eu vou entrevistar a senhora”. Rascunhei algumas perguntas e subimos para o andar de cima enquanto meu irmão ficou na cozinha preparando o almoço. Pensei que haveria rejeição da parte dela, como geralmente acontece quando a convido para termos um tempo juntos fazendo alguma coisa fora do cotidiano, tipo assistir um filme ou ouvir música bebendo (são ocasiões raríssimas). Mas, dessa vez, ela topou sem fazer objeção. Perguntou apenas se ia demorar, como sempre faz. Depois subimos para o an...
Cyberpunk distópico, curta paraibano “Extinção” faz dois importantes alertas
Cinema

Cyberpunk distópico, curta paraibano “Extinção” faz dois importantes alertas

Em meio a uma densa cortina de poeira tóxica surge a hacker Gina (Norma Góes) caída ao chão, exausta, mas saboreando o estado de catarse de quem superou os medos para cumprir a maior missão da sua vida. Em seguida o noticiário avisa que foi identificada a mulher suspeita de implantar uma bomba “no maior empreendimento espacial já criado pelo homem”. Essa é uma das sequências do curta-metragem paraibano “Extinção”, dos diretores Eriko Renan e Maycon Carvalho, que vai percorrer festivais de cinema independente pelo Brasil. Nesse momento do filme me dei conta de que na vida real a humanidade está presenciando a segunda corrida espacial da sua história, mas com personagens e perspectivas um pouco mais surpreendentes, intrigantes e assustadoras do que na primeira. Agora o espaço não está sen...
Laura Freire e Naldinho Braga falam sobre a cena musical alternativa na Paraíba
Música

Laura Freire e Naldinho Braga falam sobre a cena musical alternativa na Paraíba

O Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) promove nesta sexta-feira (4) um encontro inédito de gerações da música paraibana. A revelação Laura Freire e o mestre Naldinho Braga fazem um dueto no palco do Núcleo de Extensão Cultural (NEC), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na cidade de Cajazeiras. O show deveria ter sido realizado em abril, através de uma parceria entre a Fundação Espaço Cultural (Funesc) e o CCBNB. Mas a Funesc deu para trás alegando falta de recursos. Para não deixar o projeto se perder, o CCBNB assumiu a responsabilidade financeira e a produção completa. Finalmente a nova data foi marcada. A entrada é gratuita e o show começa às 20 horas. A jovem cantora e compositora Laura Freire tem tudo para ser um dos expoentes de uma nova vanguarda na Paraíba. Há...
“Lado B”, a outra face de Emanuele Paz nos palcos e no corre da vida
Música

“Lado B”, a outra face de Emanuele Paz nos palcos e no corre da vida

Se aventurando no corre da música há apenas seis anos, a cantora maranhense Emanuele Paz é um talento que deve ser conhecido e reconhecido para além dos palcos de São Luís. A baixinha tem estatura artística gigante e uma envergadura política (no sentido social da arte) que a faz brilhar intensamente quando canta, mesmo se algumas nuvens de temores e incertezas ainda pairem. Porque, sim, existe um Lado B em todos nós, e o da Emanuele a gente explorou um pouquinho num papo que tivemos para essa matéria, cujo principal objetivo é divulgar seu novo show que se chama “Lado B” e já está na 5ª edição. Emanuele Paz no show "Lado B" - Foto: Alan Rodrigues “Lado B surgiu muito da minha necessidade de ocupar espaços onde eu pudesse fazer um repertório mais diferenciado do que, comumente, a gent...
O multiartista Beto Ehong percorre lembranças e delírios com o poeta Celso Borges
Literatura

O multiartista Beto Ehong percorre lembranças e delírios com o poeta Celso Borges

A posição da poesia é a oposição, é com esse poema cortante feito sarau cerol cobra cascavel chocalho e veneno muito além do papel que tento, em meio a saudade e alegria, sobre um futuro de coração antigo, percorrer lembranças e outros delírios que fizeram passar no meu caminho o poeta Celso Borges, ou CB, como era costumas citado em meio às rodas boêmias regadas a papos e outras letras dentro da noite e dia etílica, fulminante, revolucionário que grita o verbo louco de rasgar a verba, delicado feito uma lua cheia desabando na calçada. Conheci CB em uma das várias noites percorridas na ilha de São Luís, cidade que ele amava tanto a ponto de afundá-la em sua poesia quase por completa, sem deixar escapar nada, ou quase tudo noves fora nada, da Ponta D’areia à baba do boi estalando seus pá...
Narrador que tentou conter briga em cabine pede paz e cita Gandhi
Esportes, Vídeos

Narrador que tentou conter briga em cabine pede paz e cita Gandhi

O clamor desesperado do narrador Wellington Ferreira enquanto dois homens trocam socos na cabine de transmissão durante o jogo Sousa x Treze pela final do Campeonato Paraibano, no dia 8 de abril, virou um dos principais memes de 2023. Wellington, mais conhecido como “Garotão”, narrava a segunda partida da final do campeonato no Estádio Antônio Mariz, o “Marizão”, na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, a convite da Rádio Max FM Correio, quando por volta dos 38 minutos do segundo tempo ele sentiu um forte esbarrão na cadeira. Ao olhar para trás, percebe que dois homens estavam trocando socos dentro da cabine de transmissão enquanto um terceiro tentava separá-los. Os dois brigões eram o auxiliar administrativo do Sousa, Abel Sales, que é irmão do então prefeito da cidade, e o bioquímico...
Gislaine Oliveira investiga a resistência do povo brasileiro ao comunismo
Sociedade

Gislaine Oliveira investiga a resistência do povo brasileiro ao comunismo

Quando eu era pequena não gostava de salada. Tinha verdadeiro asco. Não entendia como algumas pessoas diziam que sentiam vontade de comer aquilo. Isso porque, pra mim, salada era única e exclusivamente aquela mistura de alface murcho, tomate, cebola, vinagre e sal que a minha mãe, que também não gostava de salada, fazia. Só depois que saí de casa, mudei de estado, conheci outros jeitos de comer legumes e verduras é que eu entendi que eu gostava de salada. E pior, era das pessoas que sentiam vontade de comê-la. Foi quando eu entendi que havia misturas que combinavam mais, diversos tipos de molhos, saladas quentes e frias, só depois de ter desfeito aquela imagem fixa que guardava da infância é que eu entendi que “salada” tinha muitas configurações disponíveis. Do meu ponto de vista, essa ...
Brianna Castilho fala sobre “Saugá de Canto”, seu novo espetáculo
Dança & Teatro, Vídeos

Brianna Castilho fala sobre “Saugá de Canto”, seu novo espetáculo

No dia 31 deste mês, a atriz e artista plástica Brianna Castilho estreia seu novo espetáculo "Saugá de Canto", no teatro Íracles Brocos Pires (Ica), em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Nessa performance solo idealizada, escrita e dirigida pela própria Brianna e que faz parte de um projeto audiovisual, a atriz expressa o misticismo e a musicalidade das religiões de matriz africana ao representar e saudar as diversas divindades do mar, como as sereias ninfas, orixás e deusas. – Ele traz um contexto voltado às águas sagradas de Iemanjá dentro da umbanda, não especificamente no candomblé, e toda essa linhagem das “águas” envolvidas sobre oxum e Iemanjá – Disse Brianna para a Larica. Brianna Castilho - Crédito: reprodução/Instagram A atriz conta que há muito tempo desejava produzir um...
“A Liberdade sexual feminina no mito da deusa Lilith”, por Rosângela Macedo
Sociedade

“A Liberdade sexual feminina no mito da deusa Lilith”, por Rosângela Macedo

Primeiro é importante observar que Lilith é um mito da tradição judaica e não da tradição cristã. Considerada a primeira mulher de Adão, ela reivindicou seu direito a ficar por cima na relação sexual. Por isso foi expulsa do Paraíso, virou “demônio” e, então, Deus criou Eva como a parceira de Adão. Eva, submissa e obediente a Deus e ao seu companheiro. Lilith é, portanto, o arquétipo da mulher marginal, excluída porque não se submeteu às regras patriarcais, aquelas que nos impediram de vivenciar nossos instintos e desejos sexuais de forma saudável. Ela era a senhora dos seus próprios desejos, mulher livre, independente, corajosa e que sabia dizer “não” às situações de abuso, de poder e de desrespeito. Portanto, foi expulsa do Paraíso, considerada perigosa e colocada na categoria de “dem...
O paulista Tuono está de volta com a balada “Anna”, seu novo single
Música

O paulista Tuono está de volta com a balada “Anna”, seu novo single

O cantor e compositor Tuono está de single novo nas plataformas de streaming. Na balada “Anna”, os beats de rap e trap que são marcantes no último álbum dão lugar ao violão acústico com uma levada de reggae. É a volta de um Tuono mais pop, mais leve, mais romântico e menos, digamos, existencialista do que aquele que está no bom álbum “Distopia”, de 2020. A propósito, a Larica Magazine conheceu o trabalho de Tuono de trás pra frente, ou seja, ouvindo primeiro “Distopia”, que consideramos o mais bem encorpado musicalmente e poeticamente. O produtor Peterson Baestero nos apresentou Tuono em 2023. Fizemos uma rápida pesquisa e já deu para perceber que o cara compõe como quem respira. Em menos de cinco anos, são mais de 120 canções disponíveis nos seus canais. Tuono - Crédito: Divulgação ...
“Dark Side of the Moon: 50 anos de um belíssimo desencanto”, por Diego Nogueira
Música

“Dark Side of the Moon: 50 anos de um belíssimo desencanto”, por Diego Nogueira

No dia primeiro último, o lendário álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, inteirou 50 longos anos. Aqui não há a pretensão de análise ou revisão, tal como um canal no Youtube ou coluna de crítica musical. Minha inglória tarefa é trazer ao texto um pouco do que penso e sinto do disco em sua totalidade. Vamos combinar que uma banda de século não é lugar comum para agremiações musicais. É certo, sim, que raríssimas e valorosas exceções confirmam a regra, dos Stones aos Demônios da Garoa. No entanto, falamos aqui de um álbum de uma banda que está inativa desde… desde… a resposta é tão complexa quanto os demais detalhes de sua história e de sua música. Melhor, é tão complexa quanto a diversidade de suas músicas, considerando-se parâmetros poético-musicais e contextuais de ordem soci...
Júlia Maia confronta a sociedade machista e exibe suas ‘feridas escondidas’
Sociedade

Júlia Maia confronta a sociedade machista e exibe suas ‘feridas escondidas’

Já tinha 12 anos quando descobri que a vulva era mais do que o risco vertical que eu conseguia visualizar em pé na frente do espelho. Não refletia, mas desconfiava que se eu tocasse ali, uma sirene vermelha e barulhenta seria acionada. Realmente era oculto. Mas sujo, vergonhoso e perigoso eu só tinha ouvido falar. Nossa sexualidade se forma assim, cercada de culpa, mas voraz. Apesar das amarras, o corpo tem instinto, é sábio, intuitivo, visceral. Mas normalmente a gente sente que é traiçoeira. Perigosa. Ludibriosa. Não só a vulva, mas tudo que envolve a energia feminina, sexual e criativa, que é reprovável em todos os corpos. Não é à toa que uma das primeiras histórias que aprendemos na infância ainda seja Chapeuzinho Vermelho. Chapeuzinho é dona de um corpo arriscado, caso esteja no...
Norma Góes reflete sobre a frágil idealização do mito da mulher guerreira
Sociedade

Norma Góes reflete sobre a frágil idealização do mito da mulher guerreira

“A Pérola é produto da dor” As Negras escrevivências nos conduzem a um lugar de dor. Envoltas no engodo da beleza das batalhas, em constante guerra, parimos lágrimas e recomeços. Eu sempre considerei a escrita como um parto. O broto do desejo de escrevinhar germina quer seja pela beleza de um convite ou pela necessidade de expurgo… Da concepção às contrações do nascimento. Um dia desses reli algo sobre as pérolas, a correlação entre beleza e dor e a romantização do Mito da Guerreira, onde todo fardo é belo (mas e o falo?). “A pérola, ferida cicatrizada, quando um corpo estranho (um grão de areia) invade o interior da ostra ferindo o nácar, parte brilhante e leitosa interna, cria camadas e camadas sobre esse corpo para proteger a ostra, resultando em uma pérola, é um processo len...
Ouça um bom conselho: otário é quem não chora!
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Ouça um bom conselho: otário é quem não chora!

Frequentemente tenho chorado na frente de estranhos em noites de boemia. Bastam-me o arroubo, o gatilho e a embriaguez para que eu me desmanche lírico na vazante. Desde já peço aos amigos mais íntimos que não se aflijam com a minha condição mental. Estou plenamente são como um isqueiro barato consciente do seu fim; e tenho sido sincero comigo mesmo como uma rocha acumulando lições com as porradas do mar. A questão imperativa aqui é que, graças à minha nova terapeuta, tenho me tornado cada vez mais afeito às extravagâncias do meu ego e fatalmente entregue aos ímpetos da minha frágil natureza sem nenhum constrangimento. Choro mesmo. Na cara dura. Atento ou distraído. Diante de deus ou do diabo. Tão à flor da pele que qualquer beijo de comédia romântica da Netflix me faz transbordar. Aos adep...
“Quando The Last of Us deu visibilidade à pobreza menstrual”, por Luana Cabral
Sociedade

“Quando The Last of Us deu visibilidade à pobreza menstrual”, por Luana Cabral

The Last of Us, série apontada por muitos como melhor adaptação de um jogo de vídeo game para a televisão, tem se destacado por dar tempo de tela a fatores mais humanos que o de costume dentro de uma obra de ficção pós-apocalíptica. Dentre muitas das pautas tidas como tabus ou impopulares para os homens geeks de plantão, a mais nova queridinha da HBO Max, em seu 6º episódio, de nome “Parentesco”, aborda, de forma espontânea, o primeiro contato da protagonista Ellie (Bella Ramsey) com um coletor menstrual, dispositivo de silicone que, mesmo causando questionamentos e estranheza nos dias atuais, foi inventado há mais de 80 anos, é reutilizável, possui benefícios cientificamente comprovados e dispensa o uso de absorventes e OB’s – engenhosidade fundamental para quem está lidando com o fim do ...